Sobre a Cia. Teatro Doc

23 janeiro 2016

No começo de 2010, a Cia Teatro Documentário, já com 6 anos de trabalho em torna da proposta estética que lhe batizou, foi contemplada com o Fomento para a cidade de São Paulo com a pesquisa  COMO SE PODE BROTAR POESIA NA CASA DA GENTE?

Depois dessa edição o grupo foi contemplado em outros três editais (2011, 2013, 2015), despertando inclusive o interesse de pesquisadores internacionais como o da francesa Béatrice Picon Vallin. A estudiosa irá lançar um livro sobre a presença do Teatro Documentário no mundo e optou por escrever sobre o trabalho da companhia como referência dentro da América Latina.Mas, retomemos o início dessa historiografia.

A Cia. Teatro Documentário surge oficialmente em 2006; e como o nome indica, estuda as peculiaridades do Teatro Documentário, tanto em termos práticos como teóricos. Em torno dessa concepção o grupo realizou 3 Colóquios sobre aspectos  da presença de documentos na cena teatral.  Marcelo Soler, membro da Companhia, em 2010 publicou pela Editora HUCITEC o livro “Teatro Documentário: a pedagogia da não ficção”. Nesse  mesmo ano o grupo  adquire sua sede.  A “Casa do Teatro Documentário”   que além de ser espaço de ensaio, cursos e lugar para apresentações dos discursos cênicos da companhia, “abriga grupos sem sede”;  realiza oficinas públicas de apropriação da linguagem cênica  documental  e aperfeiçoamento teórico e prático dos artistas da Companhia Teatro Documentário.

O primeiro trabalho apresentado com o nome da Companhia foi um estudo cênico intitulado “Desde quando eu ainda era Travesti ou Lamentos do Palácio das Princesas”, na série Experimentos do TUSP (2007).

Em 2008 a Cia. inscreve-se na seleção de projetos teatrais feita pela representação do Ministério da Cultura em São Paulo em comemoração aos 40 anos da geração 68 e concebe a encenação “Consumindo 68” para a Mostra 68 – Utópicos e Rebeldes, realizada pelo Ministério da Cultura e pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, com o patrocínio do SESC/SP. Depois da estreia no Teatro Anchieta do SESC/Consolação (julho de 2008), o grupo foi convidado para uma temporada no Espaço dos Parlapatões (agosto e setembro de 2008), e participou também das Satyrianas/2008. Com esse trabalho a Cia. Teatro Documentário é considerado pela Revista da Folha (Domingo, 31 de agosto de 2008) um dos “quatro jovens grupos dignos de aplausos” do teatro da cidade.

Paralelamente as atividades relativas aos projetos inscritos no programa  Fomento, a Cia.realizou mais três parcerias com o SESC/SP.  Em 2013  participou do projeto  PROJETO QUALÉ?!, do SESC/BELENZINHO com  a proposta DO AFETO PELO OUTRO: a documentação como a descoberta e o encanto pela diferença; 
Em 2015 ministrou  oficinas de apropriação da linguagem cênica documental de investigação dos espaços do SESC Santana e integrou  as ações relativas à Virada Cultural com a interferência Self Service no Sesc Belenzinho em 2015.

Ainda em 2015 o grupo lança a publicação “Uma escrita documental: Cia teatro documentário em Encontros e perdas nas casas, ruas da cidade de São Paulo”, com o apoio da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo pela editora Design. Contribuíram com textos para publicação do livro o diretor do grupo alemão RIMINI PROTOKOLL, Stefan Kaeg; Beatrice Piccon-Vallin, professora da Universidade de Sourbone e os professores da ECA-USP Maria Silvia Betti e Flavio Desgranges.

A quarta pesquisa do grupo, foi também contemplada pela Lei do Fomento para a cidade de São Paulo, intitulada Terra de Deitados , em síntese teve como objetivo experimentar situações de investigação de narrativas veladas e produção de discursos cênicos sobre a morte, realizados nos cemitérios públicos da cidade de São `Paulo, a partir da proposição:” O CEMITÉRIO COMO MICROCOSMO DA CIDADE“.

As seguintes ações realizadas pela Cia. Teatro Documentário, em 2016, merecem destaques: “Gracias a la vida ou quatro tentativas de háblar boliviano”, no 1º Circuito do   MOTIN Movimento dos Teatros Independentes de São Paulo; Participação de Marcelo Soler (co- fundador/ encenador / dramaturgo da Cia. Teatro Doc) nas Reflexões Estético-Políticas do MIT _ Mostra Internacional de Teatro  sobre Teatro Documentário: Potências e Limites no  Itaú Cultural. Realização de palestra de Renato Cymbalista sobre as relações entre a morte, os mortos e o território da cidade  na  sede da Casa do Teatro Documentário; Mostra Documenta SP _ Apresentação dos experimentos cênicos: O Sustento da Saudade (Cemitério Quarta Parada) e  Aqui Não ( Cemitério  do Araçá); Apresentação de Terrenos no  Circuito TUSP 2016; Apresentação de Gracia a la vida e palestra sobre recepção teatral no   Café Filosófico  do Sesc  Belenzinho. Duas temporadas de  Terra de deitados: documentário cênico sobre a morte na vida da grande cidade,no cemitério Vila Mariana ( De junho à agosto); Apoio ao Encontro Documental Corpo em Pedaços _ Experiência Literária com  João Maria Cícero/ João Nemi; Realização do ATO FESTA DOS MORTOS no Cemitério da Vila Formosa.  Além da Cia.Teatro Doc. a ação contou com a presença dos coletivos: Cia Antropofágica, Trupe Sinhá Zózima, Coletivo Sankofa, Caixa de Imagens, Nucleo Vila Formosa + Secundaristas, Núcleo Aracá, Núcleo Quarta Parada e Núcleo Vila Mariana, promoção do ciclo DIVERSIDADE NO QUINTAL, com  a Palestra “Marxismo e Questão de Gênero” com Tainã Góis, com o  “Ato (Trans)Performativa” com a participação de alunas do projeto “Transcidadania” , Show de André Lino: “O Mais Esquisito da Turma” + concurso “Drag Poetisa” ;Encontros Práticos Teóricos: “O Teatro na Escola” Com a presença de artistas pedagogos especializados na Educação Infantil e no Ensino Fundamental; Intervenção em parceria com o Coletivo Viadas a Cia. Teatro Doc. “Andrea de Mayo presente” _ Cemitério Consolação, com o apoio do Projeto Memória &Vida. (Em:17/11/2016); Apresentação da encenação “Quatro Tentativas de se Falar Boliviano” no projeto educativo do SESC Belenzinho.

timeline


A Companhia Teatro Documentário surge oficialmente em 2006; e como o nome indica, estuda as peculiaridades do Teatro Documentário, tanto em termos práticos como teóricos. Inclusive, Marcelo Soler, membro da Companhia, em 2010 publicou pela Editora HUCITEC o livro “Teatro Documentário: a pedagogia da não ficção”.

Antes propriamente da formação do grupo, parte de seus integrantes desde 2005 já trabalhavam juntos e estudavam as particularidades de um processo em teatro documentário, reunindo-se em torno de discussões teóricas, construção e análise de cenas. Desde então, ficou claro que o modo de produção prezaria por relações de trabalho horizontais e democráticas.

O primeiro trabalho apresentado com o nome da Companhia foi um estudo cênico intitulado “Desde quando eu ainda era Travesti ou Lamentos do Palácio das Princesas”, na série Experimentos do TUSP (2007).

Desde quando eu ainda era Travesti ou Lamentos do Palácio das Princesas, na série Experimentos do (experimento cênico) _ do TUSP

O olhar do travesti (homem) sobre a questão de gênero no País foi o que impulsionou a construção do discurso cênico.

Julho: Consumindo 68

Teatro Anchieta do SESC/Consolação;

Agosto e Setembro:  Consumindo 68

Espaço dos Parlapatões, além de participar também das Satyrianas/2008.

Pela produção de 68 o grupo é considerados pela Revista da Folha (domingo, 31 de agosto de 2008) um dos “quatro jovens grupos dignos de aplausos”.

Interferências documentais apresentadas no Espaço Pyndorama Espaço da Cia. Antropofágica sobre relacionamentos virtuais.

Contação de histórias documentais em livrarias.

Companhia Teatro Documentário é contemplada na 16ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo com um projeto intitulado “Como se Pode Brotar Poesia na Casa da Gente?”

Oficinas de contação de história.

Interferências em casas nas zonas leste,oeste,norte e sul da capital paulista.

Lançamento do livro Teatro Documentário: a pedagogia da não ficção do encenador da Cia. Marcelo Soler pela Editora HUCITEC

 Em  novembro o Grupo integra matéria do jornal Folha De S. Paulo no caderno Ilustrada juntamente com Stefan Kaegi (suiço) e Vivi Tellas (Argentina) sobre Peças que miram limite entre real e a ficção.

Pretérito Imperfeito_  Encenação que resulta das Interferências nas casas documentadas no projeto Como se pode brotar Poesia na Casa da Gente?

I COLÓQUIO DE TEATRO DOCUMENTÁRIO apoiado pela Lei de Fomento _ teatro Ruth Escobar.

Oficinas de iniciação a linguagem de teatro Documentário abertas ao público e gratuita.

Interferências nos estabelecimentos comerciais: Salão de Beleza Extravagance, Bar Casa do Nor-te Guaxinim, Brechó da Delourdes e do Luís, Transportadora Penna – localizados na rua onde fica a Casa do Teatro documentário;

Workshops abertos ao público em geral com os integrantes da Cias: Brava Cia. Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes e com o grupo parceiro Antropofágica;

Mostra Vértice – cartografias cênicas sobre e para Maria José;

Encontro entre grupos. Evento coordenado pela Profª. Drª. Maria Lúcia Pupo e pelo Prof. Dr. Flávio Desgranges. Casa do Teatro Documentário.

VÉRTICE!CARTOGRAFIAS SOBRE E PARA MARIA JOSÉ _ESTE VASTO TERÇO DE NOSSO BELO REINO

II COLÓQUIO DE TEATRO DOCUMENTÁRIO – PROCESSOS CRIATIVOS_apoiado pela Lei de Fomento

Marcelo Soler integra mesa de debates Novas Dramatrugias em tempos Digitais, no  Itaú Cultural e na Oficina Oswald de Andrade – Mesa de discussao: experiências documentais no teatro

QUAL É? do SESC/Belenzinho, discurso cênico a partir de relatos de amor _ SESC Belenzinho.

Encenação: ESTE VASTO TERÇO DE NOSSO BELO REINO.

OFICINA PROCESSOS EM TEATRO DOCUMENTÁRIO.

DIÁLOGOS SOBRE: TEATRO DOCUMENTÁRIO _Pavilhão do Teatro de Anônimo no Rio de Janeiro

Lançamento do livro CIA.TEATRO DOC Org. FERRAZ, Aline. “Uma Escrita Docomental: encontros e perdas nas casas, ruas da cidade de São Paulo, Ed. Design,2014._com textos de Beatrice Piccón Vallin (Profª e pesquisadora francesa, dirige o CNRS) de Flávio Degranges (Prof° ECA/ USP), Maria Silvia Betti ( Profª ECA/ USP e de Stefan Kaegi (co- fundador Rimini Protokoll) _ na Casa da Dona Yayá.

-III Colóquio de Teatro Documentário _As ações da Cia. Teatro Documentário e a consolidação de uma estética documental para a Cidade de São Paulo _ com a participação do Prof. Flavio Desgranges no Espaço Cultural Prof. Rogério Telles Scaglione da Faculdade Paulista de artes;

– ENSAIOS ABERTOS Mostra de PROCESSO DE PESQUISA SOBRE A MORTE NA VIDA DA GRANDE CIDADE _ Espaço Refinara Teatral, Sacolão das artes e Teatro Ruth Escobar.

_ Intervenções pelos bairros da Luz, Belém, Pinheiros e Vila Mariana _ Projeto terrenos _ Ver mais informações em interferências:

Dezembro

De 04 à 19/ 12 Mostra Documenta SP nos cemitérios: Araçá, Quarta Parada,Vila Mariana e Vila Formosa.

Outubro                  

31/10 Relatos da Morte:Encontro Documental _ sede do Teatro Doc. (Rua Maria José, 140, Bela Vista. Às 20 horas.

17/10 _ Poética da Performance e o Espaço Urbano, com Lucio Agra _ Galeria Olido.

Setembro        

Setembro à Outubro _ Encontros com artista Eduardo Salvino

12/09 Cine Doc. com o filme “Terra Deu, Terra Come” na Casa do Teatro Documentário

Julho à Setembro

Práticas em Teatro Documentário – julho à setembro 2015 _ Sesc Santana;

Junho

Self Service Junho de 2015- Sesc Belenzinho.

Início dos trabalhos nos núcleos de investigações cênico-

documental que participam do projeto Terra de Deitados (apoio Lei Municipal de Fomento ao teatro

Maio

Estreia de TERRENOS–Documentário Cênico sobre A Morte na Vida da Grande na cidade deGavião Peixoto/SP nos meses de Junho e julho reéstreia São Paulo em bem sucedida temporada com a encenação na Oficina Cultural Oswald de Andrade com o apoio da lei Estadual PROAC Espetáculo Inédito e Temporada Teatral.

Fevereiro: Apresentação  de “Gracias a la vida ou quatro tentativas de háblar boliviano”, no 1º Circuito do   MOTIN Movimento dos Teatros Independentes de São Paulo.

Março: Participação de Marcelo Soler (co- fundador/ encenador / dramaturgo da Cia. Teatro Doc) nas Reflexões Estético-Políticas do MIT _ Mostra Internacional de Teatro  sobre Teatro Documentário: Potências e Limites no  Itaú Cultural.

Abril:  Palestra de Renato Cymbalista sobre as relações entre a morte, os mortos e o território da cidade  na  sede da Casa do Teatro Documentário;

Mostra Documenta SP _ Apresentação dos experimentos cênicos: O Sustento da Saudade (Cemitério Quarta Parada) e  Aqui Não ( Cemitério  do Araçá).

 Maio:  Apresentação de Terrenos no  Circuito TUSP 2016; Apresentação de Gracia a la vida e palestra sobre recepção teatral no   Café Filosófico  do Sesc  Belenzinho.

Junho:  Estreia de  Terra de deitados: documentário cênico sobre a morte na vida da grande cidade,no cemitério Vila Mariana ( De junho à agosto). Em 24/06 a Cia. Promoveu o Encontro Documental Corpo em Pedaços _ Experiência Literária com  João Maria Cícero/ João Nemi.

Agosto: ATO FESTA DOS MORTOS no Cemitério da Vila Formosa.  Além da Cia.Teatro Doc. a ação contou com a presença dos coletivos: Cia Antropofágica, Trupe Sinhá Zózima, Coletivo Sankofa, Caixa de Imagens, Nucleo Vila Formosa + Secundaristas, Núcleo Aracá, Núcleo Quarta Parada e Núcleo Vila Mariana.

Outubro:   DIVERSIDADE NO QUINTAL, com  a Palestra “Marxismo e Questão de Gênero” com Tainã Góis, com o  “Ato (Trans)Performativa” com a participação de alunas do projeto “Transcidadania” , Show de André Lino: “O Mais Esquisito da Turma” + concurso “Drag Poetisa” e Sarau organizado por Leila Real

Encontros Práticos Teóricos: “O Teatro na Escola” Com a presença de artistas pedagogos especializados na Educação Infantil e no Ensino Fundamental.

Novembro:   Em parceria com o Coletivo Viadas a Cia. Teatro Doc. apresenta “Andrea de Mayo presente” _ Cemitério Consolação, com o apoio do Projeto Memória &Vida. (Em:17/11/2016);

Nos dias 22,23 e24 de novembro. A Cia. teatro Doc apresentou a encenação “Quatro Tentativas de se Falar Boliviano” no projeto educativo do SESC Belenzinho

29/11/16, realização do curso de Teatro Imagem ministrado poMarcelo Soler na sede da Cia. Teatro Documentário

Entre os meses de novembro e dezembro de 12/11 à 03/12, o grupo permaneceu em cartaz no Cemitério Vila Mariana, com  Terra de Deitados.